| Última atualização em 18/02/2011 às 07:24

Confissões de um funcionário da Apple

Funcionários da Apple Store aplaudem os primeiros consumidores a entrar na nova loja inaugurada em Barcelona, Espanha.

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Por Adm. Paulo Carvalho

Funcionários da Apple Store aplaudem os primeiros consumidores a entrar na nova loja inaugurada em Barcelona, Espanha. FOTO: Gustau Nacarino/REUTERS – 04/09/2010

A Apple tem um ciclo: rumores, hype e um lançamento bombástico. Todo o marketing de lançamento da marca fundada por Steve Jobs é orquestrada. Do lado de fora, os fãs acalmam a ansiedade com boatos de lançamentos, para invadir as lojas assim que o anúncio oficial for feito. Mas como é essa atmosfera do hype vista de dentro da empresa?

Ninguém sabe ao certo — há uma cortina de fumaça sobre os bastidores da empresa. Mas a revista Popular Mechanics rompeu a barreira e conseguiu um relato de um funcionário. O vendedor da Apple Store diz, entre outras coisas, que os compradores às vezes são terríveis, que há necessidade de negociar com traficantes de drogas e que eles não ficam sabendo de nada antes do keynote oficial de lançamento dos produtos. Confira alguns destaques:

Lançamentos de produtos: “não ficamos completamente no escuro até que eles façam os discursos de lançamento. Não temos nenhuma ideia sobre o que está vindo, e não somos permitidos a especular. Você estárá envolvido com sérios problemas se especular — especialmente para um cliente. Somos questionados cinco vezes por dia sobre o próximo iPad ou iPhone, e eu simplesmente não sei. Mas estarei com um enorme problema se disser algo como ‘o próximo iPad virá com uma câmera’.”

Clientes maldosos: “é incrível como alguns clientes são mal educados. Eu já vi clientes terem colapsos e trocar o celular como se tivesse dois anos de idade. Eles gritam, choram, e isso funciona. As pessoas podem ser horríveis. Eu nunca fui tão maltratado na minha vida.”

Negociação com traficantes: “nós recebemos vários traficantes que tentam comprar iPhones com RGs falsos. Você percebe instantaneamente pela maneira sombria como agem, e eles sabem que você sabe, mas você obviamente não pode acusá-los de ser traficantes — eles são clientes antes de tudo. Mas, quando você finaliza a compra, o que eles vão usar será obviamente RGs ou cartões de crédito falsos”.

Competição: “as listas das vendas são colocadas em um mural, e você pode ver as listas de todos. Ela mostra quanto dinheiro cada pessoa está trazendo para a companhia. Se você não está fazendo isso bem, você começa a ter reuniões com o gerente para entender porque você não vendendo mais produtos”.

Revendedores chineses: “quando o primeiro iPad foi lançado, recebemos muitos revendedores da China tentando pagar com dinheiro. Antes disso, você tinha de reservar um iPad antes de vir pegá-lo, então eles usavam os computadores da loja e mandavam e-mails atrás de e-mails para reservar um iPad. Nós recebemos vários endereços de e-mail estranhos, como 9494893 at ymail.com. E eles tentavam pechinchar no preço dos iPads!”

O culto: “às vezes a empresa se sente como um culto. Eles nos deram um pequeno panfleto que dizia coisas como “a Apple é nossa alma, nossas pessoas são nossa alma”. Havia uma sessão de treinamento em que eles começaram a nos falar como trabalhar nossa personalidade, e separar as pessoas que tinham um foco interno e externo. Foi muito estranho.”

Fonte: blogs.estadao.com.br

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