| Última atualização em 11/11/2011 às 04:11

Social Commerce

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Por Adm. Paulo Carvalho

Como empresas e empreendedores podem aproveitar essa tendência para alavancar suas vendas

Uma das maiores febres e tendências do mundo web nos últimos anos são as redes sociais. Inicialmente usadas para encontrar pessoas, entrar em contato com amigos e estar conectado em grandes redes de relacionamento, estes pontos de encontro virtuais deixaram de ser vistos apenas como um “passa-tempo” e se tornaram uma oportunidades de se fazer negócios pela internet. Essa transição ainda é desconhecida por uns e mal compreendida por outros. Nesta linha procuro explicar o que significa e como empreendedores podem aproveitar essa tendência para alavancar suas vendas.

É inegável que as redes sociais vêm ocupando um espaço importante na vida das pessoas. Hoje, as informações compartilhadas na web são a maior arma para que os consumidores sintam-se cada vez mais confiantes em adquirir um produto ou optar por um serviço. Além disso, esses ambientes vêm se tornado não apenas um eficaz canal de acesso às lojas virtuais do comércio eletrônico tradicional, mas, principalmente, uma oportunidade de divulgar a marca para os e-consumidores e internautas que estão à iminência de realizar a primeira compra online.

Por definição, Social Commerce é o e-commerce envolvendo o relacionamento entre pessoas. Isso sempre ocorreu em se tratando de comércio, porém, quando isso se expande para os relacionamentos no universo digital, então, pode ser considerado novo e muito estimulante, principalmente lembrando que hoje existem, no mundo, aproximadamente um bilhão de pessoas nas redes sociais.

O Social Commerce, ou Comércio Social, é a integração do e-commerce com as mídias sociais. As empresas imersas no Social Commerce devem incorporar em suas filosofias determinadas características inerentes as redes sociais, tais como a disponibilização de classificações e comentários sobre os produtos compartilhados pelos consumidores.

Alguns dos objetivos do Social Commerce são permitir que os consumidores compartilhem suas compras on-line, acessem conselhos e conhecimentos sobre os produtos de indivíduos que confiem, ou que apresentam preferências de consumo semelhantes, para ajudarem a outrem ou a si próprios na tomada de decisão de compra.

As empresas, muitas vezes, alcançam estes objetivos adicionando funções que permitem aos usuários comentar e avaliar as páginas com informações sobre o produto. Além disso, botões como o “Like” do Facebook mostram o número de recomendações de tais produtos, servindo como um índice de qualidade para os potenciais consumidores.

Uma das vantagens do Social Commerce é que ele cria um ambiente favorável aos compradores para compartilharem informações e recomendarem produtos e serviços entre seus contatos sociais. Isto não se trata apenas de uma propaganda gratuita para as empresas, mas também uma forma de aumentar a propensão de vendas, uma vez que são os próprios consumidores que compartilham informações positivas.

O Social Commerce também requer que os comerciantes interajam com os consumidores da mesma forma como se estivessem interagindo pessoalmente, no sentido de construir e aprofundar relacionamentos. O sucesso deste comércio está atrelado diretamente ao gerenciamento desta relação, que quando bem administrada, aumenta a probabilidade dos produtos e serviços receberem avaliações positivas, influenciando potenciais clientes.

Como se sabe, as redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut etc.) ampliam as possibilidades de troca de informações e influências, pois nelas as pessoas falam sobre seus interesses e dentre eles estão empresas, marcas e produtos. Elas interagem, por exemplo, buscando esclarecer suas dúvidas, bem como aquelas que outros usuários possam ter usado, por isso, a opinião de pessoas conhecidas ou não são de extrema importância neste processo. Para se ter uma ideia, 78% das pessoas confia nas opiniões postadas na web, enquanto apenas 14% confia em anúncios.

Esse processo, cada vez mais, antecede as compras que possam ou não ser realizadas pela web, mas que, com certeza, nela se iniciam. Há diversos benefícios que os internautas descobriram nessa interação propiciada pelo Social Commerce como: economia de tempo, troca de experiência, redução do risco de uma compra inadequada, soluções baseadas em interesses comuns, aumento do poder de barganha, além obviamente, de um relacionamento mais próximo com os fabricantes.

Apenas para ilustrar como isso ocorre na prática, vou recorrer a um exemplo pessoal. Eu me vi recentemente numa situação nova e interessante. Tinha que comprar dois carrinhos para bebê, afinal em breve terei mais duas moradoras em casa. Porém, ao chegar à loja me deparei com um número imenso de modelos e nenhum vendedor para esclarecer minhas dúvidas. Resultado: fui para casa e pesquisei na web a opinião de outras pessoas que passaram pela mesma dificuldade. Pude principalmente ver em redes sociais femininas, que me associei para fazer o artigo anterior, diversos comentários, entre eles, as funcionalidades e a pontuação (numero de estrelas) para cada modelo e ainda comparar preços entre lojas e principalmente o mais indicado para essa necessidade, pude adquirir com maior segurança um modelo mais adequado às minhas necessidades e por um valor muito mais justo.

As empresas ainda estão despertando para esse caminho para interagirem com seus consumidores, pois podem aumentar o seu conhecimento sobre eles, criar um vinculo, posicionar-se, através de uma comunicação direta, e monitorar os resultados dos impactos de suas ações. O que elas estão entendendo é que as redes sociais tornaram-se uma plataforma de interação para acompanhar e até mesmo antecipar tendências sobre interesses de compras. Porém, isso ainda é utilizado de forma incipiente, pois é um trabalho desgastante e muito diferente da mídia tradicional. É importante entender que neste momento esse trabalho não é propaganda, não é divulgação, é relacionamento e como sabemos, qualquer relacionamento dá trabalho. Exige conhecimento do outro, dedicação e acima de tudo segurança no que está explanando para seus amigos e interessados pelo produto e/ou serviço.

Minha dica neste momento é que a empresa que ainda está se questionando se devem ou não fazer algo relacionado às mídias sociais, lamento, pois estão atrasados. Devem já estar se questionando sobre como fazer, pois isso não é uma moda passageira. O Social Commerce ou S-Commerce como também ficou conhecido, é uma tendência e que realmente veio para ficar.

Quando mal geridas, entretanto, os resultados são desastrosos e a imagem da empresa pode ficar seriamente comprometida. A lógica em que os consumidores disseminam uma avaliação positiva se inverte, e numa proporção ainda maior, uma vez que eles possuem uma propensão mais elevada em compartilhar experiências negativas de compras on-line.

O Social Commerce está em constante evolução, e parte disso é resultado do surgimento de novas tecnologias que permitem aos comerciantes obterem acesso a ferramentas que auxiliam neste processo. Por exemplo, diversas empresas estão desenvolvendo aplicativos para o Facebook de forma que quando seu produto é anunciado no site, os consumidores em potencial não necessitam deixar a rede social para fazer a compra. Estes tipos de aplicações podem fazer com que empresas transformem suas referências positivas em vendas, aproveitando todo o potencial das redes sociais.

É fato: uma nova onda vem atingindo a economia digital. As redes sociais já são uma realidade e sua evolução voltada para o comércio, de certa forma, percorre o caminho natural do desenvolvimento. Para as empresas que pensam (e devem pensar) em investir no Social Commerce, esse canal poderá ajudar a promover a marca, espalhar promoções, cupons e outros conteúdos, criar relações de longo termo com clientes, além de aumentar a visibilidade em buscadores. Essas com certeza são alguns informações que precisam ser levantadas e utilizadas para que o empreendedor possa alavancar suas vendas. Esse trabalho como todos os outros possuem desafios, este realidade não muda para o Social Commerce que também apresenta desafios. Para que a empresa realmente obtenha sucesso nesse ramo, algumas questões chaves devem ser respondidas: onde sua audiência está? O que está sendo dito sobre sua empresa? Quem está falando sobre seus assuntos? Como eles estão falando? Qual é o formato preferido de conteúdo? Que outras empresas estão participando das discussões? Ter as respostas para essas perguntas é essencial.

A empresa que facilita a criação de grupos entre os clientes e se abre para a discussão obtém vários adicionais competitivos. Um deles é o cliente servindo como um consultor free e verdadeiro relatando suas expectativas e mostrando o caminho a outro; aí é quando as vendas normalmente se multiplicam e os produtos adquirem uma etiqueta (tag) do próprio consumidor, algo muito importante nos dias de hoje. O boca-a-boca ainda existe e está cada dia ganhando novas formas de ser valorizado por empresas e empreendedores de todo o mundo.

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